sexta-feira, 19 de junho de 2009

CIPE de MG discute obras e ações no São Francisco

 

Um debate acalorado sobre a revitalização e a transposição do Velho Chico dominou a audiência da Comissão Interestadual Parlamentar de Estudos para o Desenvolvimento Sustentável da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (Cipe São Francisco), realizada nesta quinta-feira (18/6/09) na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Durante o encontro, foram propostos ainda temas a serem abordados pela comissão no biênio 2009/2010. Entre as ações, está prevista uma caravana pelo São Francisco para analisar as condições reais do rio e das obras realizadas na bacia.

A Cipe São Francisco reúne deputados de Minas Gerais, Alagoas, Bahia, Pernambuco e Sergipe. Na manhã desta quinta (18) foi eleita a diretoria para o próximo biênio. O deputado mineiro Paulo Guedes (PT) é o novo presidente; Antônio Passos (SE) é o vice, e Cátia Lisboa Freitas (AL), a secretária. À tarde, na audiência pública, representantes da Companhia de Desenvolvimento do Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), do Ministério da Integração Nacional e do Governo de Minas apresentaram um balanço dos projetos e ações desenvolvidos na bacia. Paulo Guedes lembrou que esse é um momento importante da Cipe, em função de toda a polêmica envolvendo a transposição do rio.

Segundo Athadeu Ferreira da Silva, assessor técnico da Codevasf, o programa de revitalização engloba saneamento básico, lixo e conservação da água e do solo. "Mais de R$ 200 milhões já estão aplicados em obras contratadas, algumas delas concluídas", detalhou. Ele citou como fator prioritário para a Codevasf, além de IDH e outros indicadores, a localização dos municípios na calha do rio. O deputado Paulo Guedes contestou a informação afirmando que Manga, cidade ribeirinha, não tem nenhuma obra, enquanto cidades a 200 metros da calha têm obras concluídas. Athadeu ponderou que as obras de saneamento estão divididas com a Funasa e Ministério da Integração.

Outras ações, segundo o representante da Codevasf, são mais complexas pois têm de ser realizadas dentro de propriedades privadas localizadas em áreas de recarga do rio. É o caso do tratamento de resíduos sólidos e da preservação dos lagos marginais. Paulo Guedes solicitou ao técnico um relatório detalhado por Estado, com os recursos envolvidos e o estágio das obras. Já a diretora-geral do Igam, Cleide Pedrosa de Melo, citou ações do Governo de Minas, entre elas a revitalização do Rio das Velhas, que envolve R$ 1,2 bilhão, sendo R$ 800 milhões em saneamento.

Outro programa do Estado é o Minas sem Lixões, cuja meta é tratar de forma adequada 60% dos resíduos sólidos até 2010. Para isso, segundo Cleide, 60 municípios do Velho Chico estão recebendo um total de R$ 34 milhões. Por outro lado, 200 municípios estão desenvolvendo projetos com o governo para revitalizar 227 microbacias. Ela citou ainda o crescimento de 153% de áreas protegidas na bacia, desde 2003, e o salto no volume de esgoto tratado, de 3%, em 2003, para 20%, atualmente. Os esforços agora se voltam para a despoluição do Rio Paraopeba. "Investimentos pesados na RMBH vão ter impactos positivos na bacia do São Francisco", afirmou.

Patrícia Boson, da Fiemg, criticou a inclusão dos recursos para saneamento na conta da revitalização. "O saneamento é obrigação constitucional dos poderes públicos", afirmou.

Comissão quer o envolvimento dos barranqueiros na revitalização

Pelo menos dez temas foram propostos pela Cipe para as discussões e ações no próximo biênio. Um deles prevê a participação da população ribeirinha do Velho Chico e dos pescadores na ações de revitalização promovidas pela Cipe. Além disso, serão debatidos temas envolvendo as unidades de conservação na bacia, a qualidade da água, o uso e conservação dos solos rurais e a compensação financeira pela geração de energia elétrica. A Cipe também quer conceituar a revitalização e prosseguir com o debate sobre a transposição.

Durante a audiência pública, o deputado Judson Cabral sugeriu um debate sobre a educação ambiental na bacia. E o presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica (CBH) do São Francisco, Antônio Thomaz da Mata Machado, pediu a inclusão na lista de temas do regime de operação das barragens do São Francisco e a quantidade das águas. Para ele, não se pode considerar apenas o sistema elétrico ao se analisar a operação das barragens.

Transposição volta a provocar polêmica

Ao defender o Projeto de Integração de Bacia, também chamado de transposição, o gerente de projetos e coordenador de revitalização do São Francisco, José Luiz de Souza, iniciou a polêmica sobre a verdadeira motivação das obras e sobre a condição ou não de o Velho Chico ceder águas para o Nordeste brasileiro. Segundo ele, o projeto tem dois eixos: o Leste (200 km de canais e adução de 10 m3/segundo), e o Norte (400 km e 16,4 m3/s), além do Canal do Sertão Alagoano (250 km e vazão de 32m3/segundo). "O projeto vai atender ao propósito de garantir água para beber, sanando a insegurança hídrica. Ele precisa ser visto com um olhar cidadão", afirmou.

Os deputados Geraldo Coelho (PE) e Elmar Nascimento (BA) também se posicionaram a favor. O primeiro citou que o São Francisco tem 1.800 m3/segundo e que a retirada de 26m3/s não teria impacto. "A transposição vai revitalizar açudes e fixar os moradores da região", argumentou. Já o parlamentar baiano afirmou ter mudado de posição, apoiando a transposição em troca de políticas compensatórias na bacia. Para ele, não há dados técnicos que refutem os argumentos do Ministério da Integração. Essa opinião foi endossada pelo deputado Misael Neto, também da Bahia.

O contraponto ficou, sobretudo, com o deputado Augusto Bezerra (SE), que apresentou um vídeo com dados oficiais comprovando, segundo ele, que o Ceará e o Rio Grande do Norte não precisam da água do Velho Chico. "Se for para fazer, que se faça o eixo Leste, porque a Paraíba e Pernambuco precisam da água. O eixo Norte é para o agronegócio", afirmou. Bezerra listou que a transposição não vai sanar o problema da seca e acarretará um grande consumo de energia, aumentando a frequência de apagões. "A obra tem impacto em terras indígenas e teria que ser aprovada pelo Congresso", finalizou.

O presidente do CBH São Francisco, Thomaz da Mata Machado, completou que, da vazão total de 1.800 m3/segundo do rio, 1.500 são usados todos os anos para encher a Barragem de Sobradinho. "Sobram 300 m3, e a transposição, na verdade, é de 127 m3. No Governo Federal existe apenas o Projeto de Integração de Bacia. Não existe nada de revitalização", apontou. Segundo ele, não há na bacia o consenso necessário para priorizar as ações de revitalização. Além disso, não existem indicadores para se verificar a melhora ou não do rio.

O deputado Judson Cabral (AL) solicitou à Secretaria da Cipe a sistematização dos dados oficiais e ao CBH São Francisco um relatório com as análises sobre a transposição. O objetivo é aprofundar as discussões nos estados. O deputado Rui Palmeira (AL) questionou o tratamento diferenciado entre os estados, uma vez que, segundo ele, Alagoas não está recebendo investimentos.

Deputado garante que debate na Cipe será democrático

Ao encerrar a reunião, o deputado Paulo Guedes disse ser favorável à transposição, por ter vivido na infância o drama da falta de água na região do São Francisco. Ele garantiu, no entanto, que o debate na Cipe será feito de forma democrática e fez uma convocação de unidade em torno da revitalização da bacia. "Sobre isso não há divergência", afirmou. Uma das prioridades, segundo ele, é a ida a Brasília para pedir a aprovação e implantação do Fundo Permanente de Revitalização do Rio São Francisco, proposta em tramitação no Congresso Nacional.

Na fase de debates, o presidente do Comitê da Bacia do Rio das Velhas, Rogério Sepúlveda, alertou que cinco barragens estão projetadas para os afluentes do São Francisco em Minas, obras que, na sua avaliação, ameaçam criar grandes lagos contaminados por algas que prejudicarão o meio ambiente e a economia das regiões atingidas. "Isso é projeto de regularização de vazão, não é revitalização", afirmou. Esses projetos também foram criticados pelo presidente da Federação dos Pescadores de Minas Gerais, Valtinho da Rocha.

Atendendo demanda do presidente do CBH Rio Paracatu, Afonso de Jesus, o deputado Paulo Guedes defendeu que seja transformada em proposta da Cipe a criação de mais uma superintendência da Codevasf em Minas. Essa superintendência, segundo ele, deveria dedicar-se especificamente à preservação das nascentes na bacia do São Francisco. O deputado solicitou ainda ao Ministério da Integração a conclusão de uma estação de piscicultura inacabada em São Francisco.

Presenças

- Deputados Paulo Guedes, presidente da Cipe, Doutor Viana (DEM), Carlos Pimenta (PDT), e Almir Paraca (PT), além dos deputados de outros estados citados acima. Participaram ainda da audiência diversos prefeitos, vereadores, secretários municipais, presidentes de comitês de bacia, representantes de órgãos estaduais e federais e de colônias de pescadores.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Em 56 anos o volume de água do rio São Francisco caiu 35%


O fluxo de água na bacia do rio São Francisco, que nasce em Minas Gerais e deságua no nordeste do Brasil, caiu 35% em 56 anos. Os dados são de uma pesquisa feita por cientistas norte americanos do National Center for Atmospheric Research (Centro Nacional para Pesquisa Atmosférica) e se referem aos anos de 1948 a 2004. Segundo os pesquisadores, entre os principais rios que correm em território brasileiro, o rio São Francisco apresentou o maior declínio no fluxo de águas. Para os cientistas, essa diminuição no volume de água do São Francisco está ligada à queda nos níveis de chuvas e aumento da temperatura. O estudo também revelou que o fluxo de águas na bacia do rio Amazonas caiu 3,1% e bacias de outros rios brasileiros apresentaram uma elevação na vazão. O estudo será publicado no dia 15 de maio no Journal of Climate, uma revista científica sobre pesquisas climáticas da sociedade Meteorológica Americana, e também conta com os dados dos 925 maiores rios do planeta. (Fonte: Agência Folha)

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Bispo quer pressão internacional e questão indígena para barrar transposição do São Francisco

Rodrigo Bertolotto
Do UOL Notícias
Em São Paulo
 
Depois de ficar meses em greve de fome em 2007 em protesto ao projeto governamental de transposição do rio São Francisco, dom Luiz Cappio agora quer usar a visibilidade do prêmio Kant - que vai receber em Friburgo (Alemanha) - para conseguir apoio internacional e, com ele, poder pressionar o Supremo Tribunal Federal para barrarem a intenção de construir um grande canal a partir do rio que atravessa o Nordeste.

"Vamos internacionalizar esse assunto e mostrar como ele, além de não beneficiar os povos tradicionais da região, como os índios e os quilombolas, só beneficia os grandes empreendimentos para a exportação", disse em entrevista ao UOL Notícias em São Paulo, antes de embarcar para a Alemanha, onde recebe o prêmio de "Cidadão do Mundo" por seu trabalho humanitário no sertão baiano.

Prestes a receber seu segundo prêmio internacional, o bispo, juntamente com lideranças indígenas, pretende pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) a julgar ações pendentes contra o projeto de transposição, principalmente a que trata das terras dos índios. Devem ser apresentados relatórios, feitas várias mobilizações e uma petição popular.

Dom Cappio lançou nesta quarta-feira a campanha "Povos Indígenas em Favor do Rio São Francisco e Contra a Transposição", em cerimônia que aconteceu no Convento São Francisco, centro da cidade.

Também faz parte das reivindicações a realização de audiências públicas democráticas, para garantir o direito de participação popular na formulação e implementação das políticas do governo federal na Bacia do São Francisco.

"A solução do governo é centralizadora, enquanto a população de 14 milhões de pessoas no interior nordestino é difusa. Elas carecem de projetos de pequeno porte para ter acesso à água", afirmou o bispo.

Segundo a campanha, nove nações indígenas serão afetadas pelas obras. "Esse prêmio que vou receber é pela luta desse povo brasileiro. Isso vai ajudar a tornar o governo mais temerário diante de nosso movimento, que vai ganhar um novo ânimo", disse dom Cappio.

Outro presente no ato foi Ruben Siqueira, do diretório baiano da Comissão Pastoral da Terra. "É mentira que a transposição resolve o problema da seca. Agora mesmo o Nordeste está inundado, e essa água vai embora. Essa transposição é uma obra interminável, afinal, ela vai parar com nossa pressão, mas o governo vai tentar recomeçá-la. E vai ser assim para sempre", disse Siqueira.

Pescador da Baia de Guanabara denuncia atentado a sua vida e a luta contra o projeto GLP da Petrobrás!

Caros amigos neste momento estou indo para um lugar seguro, com minha esposa e filho, longe de minha casa e trabalho, pois "hoje por volta das 00:30 hs., chegando da pesca fui recebido á "tiros" de "arma de fogo", feitos da direção do canteiro de obras do "Projeto GLP da Baía de Guanabara", onde verifiquei dois indivíduos correndo para minha direção, os disparos passaram próximo a mim alguns centímetros, sem contar as ameaças constantes por telefone. Justamente no mesmo período que vem acontecendo o "Protesto dos Pescadores em Praia de Mauá, em frente ao canteiro do Projeto GLP - PETROBRAS S.A. Estou no dia de hoje fazendo ocorrências policiais.
 
Farei contato futuro.
 
Obrigado.
 
Alexandre Anderson 
 Grupo Homens do Mar da Baía de Guanabara
 
 

 

terça-feira, 28 de abril de 2009

Transposição do São Francisco afeta terras indígenas

Bispo afirma que 48 obras do PAC afetam áreas indígenas

MAURÍCIO SIMIONATO
da Agência Folha, em Indaiatuba
JOSÉ EDUARDO RONDON
da Agência Folha

O bispo do Xingu (PA) e presidente do Cimi (Conselho Indigenista Missionário), d. Erwin Krautler, 69, disse ontem durante a 47ª Assembleia Geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) que 48 obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), do governo federal, afetam diretamente terras indígenas.

Segundo bispo, o PAC é "autoritário e arrogante", pois as populações atingidas não são ouvidas sobre as obras em tempo hábil. Além de falar sobre o tema em entrevista ontem, d. Erwin divulgou um texto intitulado "A igreja e os povos indígenas", no qual diz que os principais impactos causados são sociais e ambientais.

"São projetos de transformação de leitos de rios em hidrovias, de construção de usinas hidrelétricas, de utilização de terras indígenas para passagens de gasodutos, minerodutos e linhas de alta tensão", diz o texto do bispo, que anda escoltado por policiais no Xingu por estar ameaçado de morte.

Entre as obras com verbas do PAC citadas pelo bispo estão a Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, a Hidrelétrica de Estreito, nos Estados do Tocantins e Maranhão, e a transposição das águas do rio São Francisco, na região Nordeste.

Em outro levantamento divulgado pelo bispo, ele diz que, --no total-- incluindo obras do PAC e outras financiadas pela iniciativa privada e Estados, 450 empreendimentos afetam terras indígenas.

A reportagem procurou a Casa Civil, por meio da assessoria de imprensa, para que comentasse as declarações do religioso sobre as obras do PAC. Até as 19h de ontem isso não havia ocorrido.

fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u557095.shtml

sexta-feira, 24 de abril de 2009

PESCADORES DE ILHA DE MARÉ E PASSÉ FAZEM MOBILIZAÇÃO CONTRA A PETROBRÁS

MOVIMENTO DOS PESCADORES DA BAHIA

No dia 15 de Abril houve um derramamento de óleo da Petrobrás contaminando as áreas de pesca e Mariscagem prejudicando milhares de pescadores e marisqueiras. Pescadores denunciam que o desastre ambiental tem proporções bem maiores que anunciado pela Petrobrás. O derramamento de óleo logo espalhou-se peles praias e manguezais da região e já atingiu os manguezais de Passe(Candeias) aonde pescadores de toda região, principalmente os de Passe e Ilha de Maré pescam.

Os pescadores denunciam que o estuário está contaminado e estão impossibilitados de pescar comprometendo a sobrevivência das comunidades. Já existem pessoas passando fome, situação que agrava, principalmente, em se tratando das crianças. Muitos peixes e mariscos estão morrendo o que indica que os danos causados trarão também conseqüências futuras por bastante tempo.

Indignados com os danos sofridos centenas de pescadores de Ilha de Maré e Passé ocuparam 4 barcos e duas balsas da Petrobrás e informaram que os barcos só serão liberados após a Petrobrás tomar as devidas previdências. A situação é tensa e os funcionários dos barcos abandonaram a embarcação ontem no início da noite do dia 20.

Na manhã de terça-feira iniciou-se o processo de negociação, porém a Petrobrás enviou duas pessoas inaptas e intransigentes e sem poder de decisão. Chamavam os trabalhadores de criminosos, ameaçavam entrar com o pedido de reintegração de posse e acionar a polícia. O mais grave é que não assumiram a responsabilidade pelos danos ambientais e sociais causados negando a contaminação nos manguezais denunciada pela comunidade. Por fim negaram-se a tratar da pauta de reivindicação enquanto o movimento desocupassem as balsas.

À noite a comissão foi convidada a voltar para negociar com pessoas com poder de decisão. Lá concordaram em dar seguimento às negociação após uma vistoria na área para identificar as proporções dos danos causados. A vistoria foi marcada para as oitos horas da manhã, horário da maré baixa, horário possível para identificar a presença do óleo nos manguezais e coroas. Lamentavelmente a Petrobrás não cumpriu com compromisso firmado e só chegou ao local após as onze horas, quando a maré já estava cheia, dificultando a visualização dos danos. Prorrogando para amanhã a vistoria.

Os trabalhadores viram todos estes fatos como intransigência e desrespeito da Petrobrás, que busca desgastar a mobilização dos pescadores. Contudo, diante destes fatos, as comunidades estão ainda mais indignadas e a mobilização está ganhando mais adesão, inclusive contando com a solidariedade de companheiros de outras localidades que estão chegando a partir de amanhã para reforçar o movimento.

No Rio e no Mar

Pescador na Luta!

Nos açudes e nas barragens:

Pescando liberdade!

Hidronegócio: Resistir!

Cercas nas Águas: Derrubar!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

V Povos do Cerrado de Pirapora


V Encontro Regional Povos do Cerradode Pirapora


“Construindo Pontes Entre os Saberes Para a Restauração do Cerrado”

10 a 13 de junho no Centro de Convenções de Pirapora.



Apresentação
O cerrado, segundo maior bioma do Brasil, abriga grande parte da população brasileira, agregando uma pluralidade de costumes, valores e crenças, tendo na cultura uma das principais formas de existência desta gente.
Como pressuposto de que os laços que unem os povos à terra são as tradições e os modos de vida, percebe-se que as modificações que ocorreram e continuam a ocorrer no “Sertão das Gerais”, pela via capitalista e todos os tipos de invasões cultural, econômica e principalmente ambiental, fazem com que os elos se esvaiam com a transformação do ambiente modificado para receber os novos modos de produção.
Nessa perspectiva sente-se a necessidade de promover a interação dos mais diversos segmentos da sociedade, buscando refletir sobre o viver do e no cerrado e os impactos provocados pela utilização dos seus recursos naturais.
A ocupação racional e estratégica, o planejamento integrado, a criação de empregos, o combate à pobreza, um sistema social com segurança, além da preservação dos recursos naturais e a solidariedade com as futuras gerações, são os desafios para se alcançar o desenvolvimento sustentável no Cerrado.
Nesta ótica, o V Encontro Regional dos Povos do Cerrado tem como objetivo promover debates, oficinas, palestras e grupos de trabalho para trocas de experiências, discussão de problemas e sugestões para o fortalecimento de articulações políticas para garantia da conservação e do manejo adequado do Cerrado pela população que habita e tem sua sobrevivência atrelada a ele. O V Povos do Cerrado representa uma oportunidade para que populações tradicionais, trabalhadores rurais, pescadores, ONGs, pesquisadores, empresários e representantes governamentais estejam juntos discutindo de forma participativa estratégias para a restauração, conservação e o e uso sustentável do Cerrado.
Durante a realização do encontro, acontecerá a “FEIRA REGIONAL DE ECONOMIA SOLIDÁRIA: OUTRA ECONOMIA ACONTECE!” com a participação de vários grupos de empreendimentos solidários do Norte de Minas Gerais que utilizam recursos do cerrado e do Rio São Francisco. Além do espaço para exposição e venda, a Feira Regional de EPS promoverá oficinas e espaços de discussão para que os grupos possam trocar experiências e planejar ações que incentivem e fortaleçam o uso sustentável do cerrado e a economia solidária em nossa região.
1. Apresentação de trabalhos
Eixos Temáticos:
I. Populações Tradicionais, Modos de vida e Cultura nos Cerrados
II. Bioma Cerrado: Conservação e política ambiental
III. Socioeconomias e reprodução social nos Cerrados
IV. Espaço regional, cidades e dinâmica global
V. Turismo, Educação ambiental e Ensino contextualizado a vivência no Bioma Cerrado
VI.Desenvolvimentos, agronegócio, conflitos socioambientais, gênero, saúde e qualidade de vida nos Cerrados.
Prazo para Inscrição de trabalhos completos e resumos: de 1 de abril 18 de maio de 2009. obs. Não haverá prorrogação deste prazo

Os trabalhos científicos, técnicos ou culturais poderão ser inscritos no V Encontro Regional dos Povos do Cerrado em duas modalidades: Artigos Completos em Comunicações Coordenadas (CC’s) e Pôsteres. Para cada inscrição serão aceitos até dois trabalhos por pessoa sendo um como autor e outro como co-autor. Os trabalhos inscritos deverão apresentar resultados de pesquisas concluídas ou em andamento. Não serão aceitos projetos de pesquisa.
Os Artigos Completos e Resumos para apresentação em Pôster poderão ser enviados pela Web Page da UNIMONTES em Word com cópia do comprovante de inscrição e de pagamento de taxa gravados em arquivo PDF, ou enviados por e-mail para o endereço 5povosdocerrado@gmail.com ou enviados pelo FAX (38) 37413056. EM BREVE ESTAREMOS DISPONIBILIZANDO NA WEB DA UNIMONTES OS PROCEDIMENTOS.
As inscrições de trabalhos também poderão ser realizadas diretamente na Secretaria do Campus da UNIMONTES em Pirapora, com arquivos gravados em CD e apresentação de ficha de inscrição e pagamento da respectiva taxa.


Programação

Mesas, Grupos de Trabalho, Oficinas e a Feira Regional de Economia Popular Solidária


Mesa de Abertura: “Populações tradicionais no Brasil – Desafios no Século XXI” (Prof. Dr. Antônio Carlos Diegues – USP e José Nunes de Oliveira, Xacriabá e Prefeito de São João das Missões, MG)


Mesa intercultural: “Populações Tradicionais no Norte de Minas Gerais: Multiplicidade de Territórios e os Desafios a Permanência” (Prof. Dr. Carlos Rodrigues Brandão – UNICAMP/UFU/UNIMONTES; Norberto dos Santos – Pescador de Três Marias; liderança quilombola; liderança vazanteira;)


Mesa de Encerramento: “A captura do Cerrado e a precarização de territórios: Desafios a Conservação e aos Modos de Vida do Cerrado”. (Profa. Dra. Maria Geralda de Almeida – UFG; Prof. Dr. Ricardo Ferreira Ribeiro – PUC/MG)


Mesa temática 1: DESEQUILÍBRIOS AMBIENTAIS E RECURSOS HIDRICOS: A ÁGUA COMO FATOR DE DESENVOLVIMENTO E SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL NO CERRADO DO NORTE DE MINAS GERAIS.
Participantes:
Prof. Dr. Hernando Baggio - UNIMONTES
Prof. Dr. Adolf Heirich Horn - UFMG
Prof. Ivo das Chagas- UFMG
Prof. Wallace – UNIMONTES – mediador

Mesa Temática 2: TRADIÇÃO, IDENTIDADES, TERRITORIALIDADES E MUDANÇAS ENTRE POPULAÇÕES RURAIS E RIBEIRINHAS NO SERTÃO ROSEANO.
Participantes:
Prof. Dr. João Batista de Almeida Costa – UNIMONTES
Profa. Msc. Claudia Luz de Oliveira – UNIMONTES
Profa. Msc. Andrea Maria Narciso Rocha de Paula – UNIMONTES
Profa. Msc. Maria das Graças Campolina Cunha – UNIMONTES – Mediadora

Mesa Temática 3: URBANIZAÇÃO E NOVAS RURALIDADES NO NORTE DE MINAS GERAIS: RELAÇÕES ENTRE A PEQUENA CIDADE E O ESPAÇO RURAL
Participantes:
Profa. Dra. Anete Marília Pereira - UNIMONTES
Profa. Msc. Priscilla Caíres - UNIMONTES
Prof. Msc. Cássio Alexandre da Silva - UNIMONTES
Profa. Msc. Iara Soares de França – UNIMONTES – Mediadora

Mesa Temática 4: Redes Solidárias no Norte de Minas Gerais – Perspectivas para a Conservação Socioambiental do Cerrado
Participantes:
Especialista Arlete de Almeida – Movimento Graal - Buritizeiro
Dr. Daniel Tygel – Fórum Brasileiro de Economia Solidária
Msc. José de Andrade Matos Sobrinho – Rede Solidária da Pesca/Brasil
Profa. Dra. Luciene Rodrigues – UNIMONTES - Mediadora

Inscrições:

Até 11/05/2008 - Acadêmicos da UNIMONTES (R$20,00); Acadêmicos Outros(R$ 25,00) e Professores e Demais interessados (R$ 30,00)

Após 11/05/2008 - Acadêmicos da UNIMONTES (R$25,00); Acadêmicos Outros(R$ 30,00) e Professores e Demais interessados (R$ 35,00)


Dados para depósito em banco: Banco do Brasil, ag: 0125-2, C/C: 16434-8.

Inscrições em Mini-cursos e oficinas
Taxa de R$5,00 (cinco reais) por mini-curso/oficinas até dia 11/05/2008. Após esta data a taxa será de R$ 10,00 (dez reais).

Maiores informações: pelo telefone (38) 37413056 ou pelo email 5povosdocerrado@gmail.com